André Vianco – O Senhor dos Vampiros

Quem viveu os anos 80 e 90 cresceu curtindo grandes clássicos do terror! Sejam no cinema, quadrinhos ou literatura, grandes mestres do terror/suspense como Stephen King, Neil Gaiman e Richard Matheson (lembrando por alto) marcaram nossa infância e nos deram muitas noites insones. Há quem diga que nos últimos anos nada de novo foi feito nesse gênero. Monstros clássicos do sobrenatural foram esquecidos, assassinos seriais banalizados e efeitos pirotécnicos e sanguinolentos mais valorizados do que um bom roteiro.
Porém também há quem diga que o gênero está passando por uma renovação, onde as histórias de terror aparecem como plano de fundo de histórias de dramas, suspense ou romance. Um domínio em especial vem sendo abordado massivamente, contos sobre uma criatura antiga e imortal, que mantém sua existência absorvendo a vida das veias de nós, pobres humanos: o Vampiro!
Não, essa não é uma matéria para falar sobre o “boom” das histórias de Vampiro, mas sim para falar de um escritor 100% nacional que vem crescendo mais e mais na qualidade e no valor de suas obras, tendo como carro chefe as histórias de vampiros. Falamos de André Vianco.
No próximo dia 26/04 está programado o lançamento do 13º livro de André Vianco, “O Caso Laura”, e você já viu a notícia aqui no Nerdeando.
http://www.nerdeando.com.br/nerdear/eventos/o-caso-laura-novo-livro-de-andre-vianco/
E esperamos que vocês curtam essa matéria especial. Tanto para quem já conhece o autor ou para quem curte literatura de suspense, terror e vampiros! Vamos lá!
O AUTOR
Nascido em Osasco/SP, a carreira de André Vianco como escritor de livros teve inicio efetivamente em 1999. Após ser demitido em seu antigo emprego investiu todo seu FGTS na publicação do seu 1º livro, “Os Sete”. Muita gente pode achar que isso foi loucura (e até certo ponto foi mesmo!). Lembro-me de ouvir da boca do próprio que na época já estava casado, e se não me engano, já era pai também. Imagine um pai de família chegando em casa e dizendo “Oi, amor. Fui demitido, mas calma, empreguei todo meu FGTS na publicação do meu livro, tá?!” Muita gente pode não saber, mas publicar um livro no Brasil é muito difícil, ainda mais para um autor iniciante, sem nome no mercado. Geralmente a editora arca apenas com metade da primeira tiragem dos livros e o autor banca o restante. Isso, claro, já levando em consideração que você achou uma editora que aceitou publicar seu livro.
Vale lembrar que Vianco não começou a escrever do nada. Já fazia alguns textos para uma seção de humor (vocês imaginam Vianco escrevendo humor? Hehe) para a Radio Jovem Pan. Além disso, sempre gostou de ler. Dentro da sua especialidade hoje em dia era leitor assíduo dos grandes clássicos do terror, o que com certeza serviu de base para suas histórias, apesar de nenhuma delas ser baseada em uma obra especificamente. Isso é visível ao observarmos sua bibliografia, pois engana-se quem pensa que apenas de histórias vampirescas vive o autor. Claro, os vampiros são seus forte, sua especialidade. Mas outras criaturas infestam suas linhas bem escritas: lobisomens, fantasmas, paranormais, anjos, demônios…
BIBLIOGRAFIA
Não é difícil segmentar a literatura de Vianco. Sobre os Vampiros temos a trilogia “Bento”/”Vampiro Rei” e a saga que começa em “Os Sete” e vai até “O Turno da Noite”. Além disso, temos histórias de anjos, fantasmas e até experiências pós-morte. Vamos resenhar cada livro e sagas para vocês e prometemos (tentar) não fazer spoilers, ok?!
Saga “Os Sete”/ “Turno da Noite”
“Os Sete”
Comentando sobre livros de vampiro com uma amiga alguns anos atrás ela me perguntou se eu conhecia André Vianco. Respondi que não e pedi que me falasse sobre algum livro, do que se tratava. “Ah, tem a história de sete vampiros portugueses presos numa caixa de prata de naufragam na costa do Brasil há 500 anos atrás e depois são libertos nos dias de hoje”. Ok, admito que na hora eu fiquei bem incrédulo. Em parte por causa da nossa cultura em fazer chacota com os portugueses, e parte por um preconceito bobo de imaginar vampiros no Brasil. O que eu não sabia é que ela estava falando de “Os Sete”, o carro-chefe da carreira de André Vianco. O livro que daria origem a muitos outros de uma incrível saga! A afirmativa anterior sobre o conteúdo do livro é verdadeira, mas vamos a uma sinopse um pouco mais profunda.
A história fala de sete vampiros de um Portugal medieval que são aprisionados em uma caixa de prata pelo caçador de vampiros Tobia e enviados para a até então colônia portuguesa de Vera Cruz, o nosso Brasil. Mais tarde, uns 400 anos depois para ser mais preciso, jovens exploradores e caçadores de tesouros submarinos encontram os restos do navio que trazia os vampiros mas que nunca chegou ao seu destino, naufragando na costa sul do país. Em parceria com o departamento de História uma Universidade gaúcha, os jovens abrem a caixa. A partir daí a história começa a se desenrolar. Um a um os vampiros vão despertando, saindo de suas formas cadavéricas para assumir todo seu poder. O nome do livro não é por acaso: cada um deles, além de seus poderes vampirescos de força, velocidade e resistência sobrenaturais, conta com um poder em especial. Isso os torna vampiros únicos, os lendários sete vampiros do Rio d’Ouro. Contar quais são os poderes e a origem deles é estragar metade da graça da história, por isso não contarei nada. A única pista que dou é que a maioria desses dons é baseada em poderes do Drácula clássico. Alguém quer arriscar algum?
Além dos próprios vampiros, o livro tem duas temáticas que são muito interessantes. A primeira é de você ver criaturas de outra época e de outro lugar inseridas no nosso tempo, na nossa realidade. Coisas banais para nós como luz elétrica, automóveis e até a descarga do vaso sanitário são fascinantes para eles! Alguns comentários sobre as invenções e “bruxarias” dos brasileiros chegam a ser hilárias, causando risos em meio a uma história de terror. E outro ponto de vista legal, que também se repete em outras histórias do autor, é a ambientação, o cenário onde tudo acontece. Sendo um escritor nacional, o plano de fundo usado por Vianco são lugares que eu e você conhecemos. Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro etc. Provavelmente ele vai citar um lugar e o leitor vai pensar “puxa, eu conheço!”. Isso atiça a criatividade, faz da leitura mais real, mais palpável.
Por fim, “Os Sete” é leitura quase que obrigatória se você pretende ler outros livros do autor.
“O Sétimo”
As ultimas páginas de “Os Sete” dão claramente a idéia de que haverá uma continuação, e ela realmente existe. A história original fala de sete vampiros, mas somente seis deles tem uma participação expressiva. O sétimo vampiro é um mistério, uma incógnita.Sabe-se apenas que ele é o mais forte de todos eles, e o mais temido também, até mesmo por seus companheiros. Sem revelar muito, o livro conta como este sétimo vampiro desperta após seus irmãos e como ele age de maneira diferente. Sétimo (sim, é assim mesmo que ele é chamado) adapta-se muito mais fácil ao nosso tempo, à nossa tecnologia e cultura.
Sétimo é perverso, malvado. Não que os outros não o sejam. Mas Sétimo gosta de ser um vampiro, esta é a verdade. Gosta de tirar vidas, causar medo e espalha terror mais que todos os outros, que querem apenas manter suas existências, indiferente aos mortais. É então que sétimo tem uma idéia que também é compartilhada pela grande maioria dos vilões: dominação da humanidade. Um verdadeiro exército de vampiros começa a ser criado. Sétimo percebe a importância do dinheiro e das armas, o valor do sigilo e do segredo e onde empregar sua força e influência.
Porém, nem tudo está perdido para a humanidade. Depois do caso dos seis vampiros portugueses, o mundo sabe da existência dessas criaturas que antes só habitavam a ficção. O exército entra no combate oficial aos monstros chupadores de sangue. Há o apoio clandestino de um experiente matador de aluguel, que enxerga os malditos noturnos como um desafio a ser superado. E mais, lembram-se do Tobia, o caçador que sozinho prendeu os sete vampiros na caixa de prata? Pois bem, ele tem um descendente no Brasil (o que não é impossível dada nossa origem colonial), e este está disposto a dar um fim no trabalho iniciado por seu antepassado.
“Sétimo” é um livro de muita ação, morte, caos e destruição. E mais do que isso, um livro que mostra bem como seria se os vampiros realmente existissem entre nós abertamente. Vale a pena conferir.
“O Turno da Noite”
Na verdade não se trata de um, mas de uma trilogia. Como é uma crônica totalmente interligada farei uma resenha unificada.

Bom, falamos dos poderosos vampiros portugueses de sétimo e seu exército imortal. Contudo você pode perguntar “Peraí, não existem outros vampiros no Mundo? No Brasil? São só esses?” Parcialmente, é disso que se trata o OTN (como chamaremos “O Turno da Noite”). Entendam que antes a história trata de vampiros antigos e poderosos que de repente surgem no nosso tempo, é claro que esse choque temporal poderia revelar a existência de tais criaturas. Entretanto, quem curte histórias do gênero sabe qual a maior arma dos vampiros: o anonimato, existir em segredo, alimentando-se de vidas humanas e passando desapercebidos entre as eras. E assim também acontece no universo de Vianco, os vampiros que existiam no mundo antes do caso que inicia-se no “Os Sete” vivem nas sombras da humanidade. Com a revelação de sua existência, eles ficam tão (senão mais) chocados que os humanos. Porém, o que fazer? Entre eles os vampiros do Rio d’Ouro também eram lendas. São mais antigos e muito mais poderosos que vampiros normais, as possibilidades de combatê-los sem se expor ainda mais (ou pior, de encontrar a morte final) são imensas. Sem contar com as crias de Sétimo, pois onde vampiros eram mais que raros começam a surgir dezenas da noite para o dia.
Em torno disso gira OTN, onde os protagonistas são um grupo de jovens vampiros com o sangue de Sétimo (e parte de seus poderes) abordado por um ancião vampiro com uma proposta incomum: tornarem-se assassinos contratados de uma agência misteriosa que gerencia contratos dessa natureza. Obviamente os “clientes” não sabem que estão contratando vampiros e nem que estão oferecendo ao mesmo tempo recursos financeiro e alimento para os mesmos. É um sistema perfeito! Bom, perfeito antes de toda essa bagunça acontecer.
Enfim, OTN mostra como esses jovens vampiros adaptam-se às suas condições imortais, como reagem à mudança da sua fisiologia e de seus sentimentos, suas aventuras e caçadas. Muitos segredos e lacunas que até então estavam obscuras em “Os Sete” e “Sétimo” começam a ser reveladas. Novos vampiros e caçadores entram na jogada e percebemos que nem tudo o que parece é realmente. O final da história é surpreendente, isso eu posso garantir. Mesmo que muitos até não gostem, o ultimo livro da saga é surpreendente. Você não é obrigado a ler os livros anteriores ao OTN para entender a história, mas se quiser ter uma percepção completa da saga então torna-se fundamental
“Vampiros do Rio Douro”
Estes são dois livros, ou melhor dizendo dois quadrinhos, em formato americano e capa dura, totalmente coloridos que contam toda a origem dos sete vampiros do Rio d’Ouro. É bem enriquecedor, principalmente se você já leu o livro antes.
Saga “Bento”/”Vampiro Rei”
Depois de curtir toda a saga anterior e ver os noturnos caminhando entre nós podemos até achar que nada mais de novo vai aparecer, correto? Ledo engano. Após usar o nosso mundo como background de suas histórias, Vianco vai mais fundo. Calma, não estou falando de vampiros alienígenas, mas sim da criação de um novo mundo, uma terra devastada baseada na nossa realidade. É disso que se trata a saga descrita nas viciantes páginas de “Bento” e “Vampiro Rei”
“Bento”
Imagine acordar um dia e ver que metade do mundo continua dormindo, numa espécie de coma. E pior, que quando a noite cai as pessoas começam a despertar com olhos vermelhos incandescentes e, num frenesi doentio, atacam e bebem do sangue das outras. Esse episódio é conhecido como A Noite Maldita, e a história de”Bento” passa-se 30 anos depois do ocorrido. O personagem principal é Lucas, um homem que acorda em um lugar misterioso, sem memória, batendo de frente com uma profecia: “você é o guerreiro esperado para salvar a humanidade dos vampiros, você é o 30º Bento”.
Quem é um pouco mais velho ou da minha idade (27 anos) deve se lembrar de um filme com o Mel Gibson e a Tina Tuner, “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão”. O filme mostra um cenário apocalíptico onde as pessoas vivem de forma quase medieval em cidades fortalezas, usufruindo de uma tecnologia primitiva e alternativa. Não sei se o Vianco se inspirou em Mad Max, mas eu imagino exatamente esse mundo quando leio “Bento”. Além do fato da humanidade ter sido seriamente reduzida após a Noite Maldita (por motivos óbvios), de os vampiros se multiplicarem exponencialmente (o que é mais óbvio ainda) o que sobrou dos humanos continua nesse coma misterioso. As pessoas não envelhecem, apesar de ficarem bem debilitadas, e existe sempre a tensão de que, ao acordar, elas podem ser apenas humanos desnorteados ou mais um vampiro. Os grandes centros urbanos tornaram-se verdadeiros ninhos de vampiros, território inóspito para humanos. A alternativa é construir cidades fortalezas, cercadas de armas de longo alcance e muros altos que protegem as pessoas dentro delas. Cada cidade funciona de maneira auto-suficiente, cultivando seus alimentos e gerando sua energia de maneira precária e racionada. E as armas e os muros existem por uma boa razão: noite após noite hordas de vampiros tentam invadir as cidades em busca de alimento!
Se tudo isso já não fosse demais, ainda há mais. Não só a própria humanidade foi afetada depois da Noite Maldita. A própria natureza mudou. As ondas de rádio não existem mais. Isso quer dizer que celular, telefone fixo, walkie talkies, televisão e qualquer meio de comunicação via ondas é inexistente. As pessoas não ficam mais doentes. Oba, isso é bom, certo? Ao menos isso. Não existem mais vírus e germes que causam doenças, ou se existem as pessoas ficaram imunes a elas. Até mesmo um ferimento exposto não corre o risco de infecção ou gangrena (o que não significa que não se morre ou sente dor por causa disso). Por outro lado o desespero humano em encontrar a extinção é cada vez maior, já que as mulheres não engravidam mais! Tenso, não? A única forma de surgirem novos humanos é quando algum desperta, dentro de dormitórios coletivos armazenados em cada cidade fortaleza. Isso mesmo, armazenados. Centenas de pessoas protegidas dentro dos altos muros.
E os vampiros? Em “Bento” eles são um pouco diferentes daqueles vistos nas outras obras de Vianco. Agora eles são mais selvagens, agindo às vezes de forma irracional, guiados mais pelo instinto de viver e se alimentar do que conscientes de sua existência. Mas há aqueles que sabem, que percebem e que planejam. Que emboscam viajantes e mensageiros nas estradas. Que criam armadilhas e procuram brechas nas defesas das cidades. Esses geralmente tornam-se lideres de algum grupo ou comunidade de vampiros. Eles ainda são vulneráveis à prata (como os outros vampiros do autor) e também mantém seus estoques de humanos adormecidos para servirem de alimento. Eles residem nas grandes metrópoles, em suas casas e prédios desolados durante o dia, saindo às centenas durante a noite, ou em cavernas e tocas nas zonas rurais próximas às cidades fortalezas. Não há uma política ou cultura entre eles. Como dito antes, apenas alguns grupos contam com uma liderança ou organização, no mais, são apenas uma horda de criaturas noturnas e sedentas.
Sendo assim, o mundo acabou? Que esperança nós, pobres mortais, podemos ter? Voltamos então ao nosso protagonista, Lucas. Todo humano ao despertar é testado, primeiro para saber se é humano ou vampiro, e caso seja humano, é testado para saber se é um Bento. Os Bentos são humanos que despertam com um dom incomum: não sentem medo dos vampiros, pelo contrário, ao perceber a presença de algum eles partem para o combate de maneira feroz e brutal. Todo Bento, indiferente do que era antes de entrar no coma, acorda sabendo lutar. É como se fosse algo instintivo, uma força que desperta na hora de combater essas vis criaturas da noite. Ao ficar comprovado que é um Bento, o individuo recebe uma armadura e uma espada de pratas feitas sob medida. Sim, isso mesmo! Como paladinos ou guerreiros das cruzadas, vestindo suas armaduras reluzentes, suas capas vermelhas e a insígnia da cruz sob o peito. Armas de fogo podem apenas retardar ou irritar os vampiros, os Bentos são os verdadeiros guardiões das cidades, onde cada uma conta com seu protetor. Lucas surge como o bento de número 30, que segundo uma profecia é aquele que vai guiar a humanidade para a liberdade e dar a volta por cima. Só que como e se ele vai conseguir isso (se é que a profecia realmente é verdadeira) só as páginas dessa viciante história podem dizer.
“Vampiro Rei”
Assim como OTN o “Vampiro Rei” não é apenas um livro, sendo dividido em dois volumes. São a continuação direta de “Bento” e falaremos sobre eles em uníssono.
Com a chegada do 30º Bento, Lucas, o Salvador, o jogo começa a virar. Mais e mais vampiros vão sendo destruídos. Os Bentos de toda parte começam a se reunir e formar uma força tarefa que vai de encontro ao coração do inimigo. As próprias maldições começam a perder a força e as cidades estão mais protegidas. A batalha de Lucas e dos Bentos é dura, mas dá resultado. Mas nem tudo está salvo.
Até agora os vampiros tiveram vantagem, mais fortes, mais rápidos e muito mais numerosos. Entretanto a falta de uma coalizão entre eles torna-os suscetíveis a armadilhas, emboscadas durante o dia, é um jogo de cercar e atacar. E se surgisse um vampiro capaz de unir todos sobre uma mesma ordem, se eles fossem capazes de trabalhar em conjunto como uma verdadeira nação de monstros assassinos, e se existisse um Vampiro Rei? Pois é isso que acontece. Um dos noturnos, após realizar um ato que muda toda a história, começa a tornar-se um líder entre os seus. E pior, transforma-se em um caçador de Bentos, diminuindo consideravelmente a maior arma da humanidade e jura a si mesmo que não haverá descanso enquanto Bento Lucas não jazer estirado e humilhado aos seus pés.
No “Vampiro Rei” a história muda de lado várias vezes: traições, intrigas e batalhas épicas acontecem. A verdade sobre a Noite Maldita é revelada, como aconteceu, por que e quem a causou. Magia e reflexão se misturam na conclusão dessa impressionante história. Não conheço ninguém até hoje que tenha lido “Bento” e não tenha consumado sua fome literária com “O Vampiro Rei”.
Outros Livros
Nem só de vampiros é formada a bibliografia de André Vianco. Outros seres e temas também são trabalhados com a mesma dedicação, vez ou outra até Inteligando fatos entre si. Segue uma resenha individual de outros livros do autor.
“O Senhor da Chuva”
Já comentei com alguns amigos que depois da onda de vampiros a sensação são livros sobre anjos. De qualquer forma, isso é assunto para outra matéria. Só peguei a deixa para falar sobre o primeiro livro do André Vianco que eu li, “O Senhor da Chuva”. Este livro conta a história do anjo Thal, que ao tentar ajudar um humano acaba cometendo um grave crime do mundo celestial: o da não interferência no destino. Segundo a temática do livro anjos existem e não são os querubins bonitinhos e rechonchudos que vemos nos afrescos das igrejas. São guerreiros de mais de 2 metros de altura, de olhos luminosos e peles de bronze, portando espadas flamejantes nas cinturas e prontos pra partir ao meio qualquer demônio que saia (ainda mais) da linha.
Porém há a lei da não interferência, onde os anjos podem apenas sugestionar seus protegidos sussurrando palavras em seus ouvidos que transformam em intuições (“Hummm… Melhor não ir por aquela rua ali.”) ou através de sonhos. Por outro lado existem os demônios, e estes sim estão livres para agir como quiserem. Injusto, não é? Mas é assim que funciona. E ao tentar ajudar um humano de caráter duvidoso, Thal infringe essa lei. Isso dá direito aos demônios de reclamarem uma “Batalha Negra”, isto é, o anjo infrator tem 24 horas para reunir um exército celestial para guerrear contra outro formado de demônios de vários tipos.
Segundo as leis da Batalha Negra, se os anjos vencerem, os demônios se dispersam e deixam aquela região (onde a lei foi infringida) em paz. Mas, caso os demônios ganhem, durante uma noite inteira eles estão livres para arrebatar quantas almas puderem daquele mesmo local. O livro é bem interessante, mostrando batalhas selvagens que são invisíveis para nós ocorrendo em toda parte. Este pode ser considerado o primeiro livro de Vianco, se não me engano ele havia escrito-o antes de “Os Sete”, mas este foi publicado primeiro. Inclusive no “Senhor da Chuva” explica como os vampiros são criados, segundo o autor, mostrando a diferença entre vampiros transformados daqueles intitulados como vampiros originais. Vale dizer que alguns personagens deste livro aparecem posteriormente em outras histórias, o que é bem legal para quem acompanha e é fã da literatura de Vianco. A leitura do livro é simples e fácil, fazendo o leitor ficar ansioso a cada página virada.
“Sementes no Gelo”
A partir de quando começa a vida humana? Discussões sobre o tema são cada vez mais freqüentes principalmente ao se debater questões como o aborto e o uso de células tronco. Eu gosto muito deste livro porque ele aborda um tema sensível de uma maneira bem diferente. Embriões gerados para inseminação artificial, congelados criogenicamente, podem ser considerados seres vivos? Em “Sementes do Gelo” estes bebês de proveta não só estão vivos como também estão furiosos. Na verdade, e segundo o livro, eles estão em um estado de semi-vida, ou seja, após anos guardados e esquecidos eles geraram almas, espíritos reais como os que habitam os humanos totalmente formados. Só que eles não possuem um corpo físico, são espectros atormentados que esperam um momento que pode nunca chegar a acontecer, e começam a vagar e atormentar seus “papais” e “mamães” anônimos que nunca tiveram aquele filho, fazendo-os enlouquecer (na melhor das hipóteses).
É então que um detetive particular é contratado para investigar um caso que parecia mundano até que alguns fatos sobrenaturais começam a acontecer. Começa então uma luta contra o tempo para impedir que o sofrimento destas almas congeladas continue causando mais e mais tragédias. Acima de todo o suspense da ficção acho válido o debate moral que o livro nos proporciona, é uma questão que realmente merece alguma reflexão.
“A Casa”
Eu sou o tipo de leitor espalhafatoso. Enquanto leio, faço caretas, dou risada, comento sozinho uma cena, xingo… Quem se senta ao meu lado no ônibus presencia cada cena. Mas dificilmente eu choro. “A casa” é um livro que me arrancou lágrimas de verdade. E para todas a maioria das pessoas a quem emprestei o livro também foi assim. Uma vez, só contando do livro para um amigo, ele chorou. Digno de um livro psicografado de Chico Xavier, André Vianco nos leva a fazer uma profunda reflexão. O que realmente é importante em nossas vidas? Vale à pena brigar e nos magoar por certas coisas? E se você pudesse ter uma 2ª chance de falar algo à alguém muito querido que já partiu desse mundo?
Todas essas perguntas são apresentadas em “A Casa”. É um livro até difícil de resenhar sem revelar muita coisa. Posso dizer que são 4 casos, 4 vidas atormentadas pela dor e pela saudade que tem a possibilidade de lavar seus corações se forem fortes e suficientemente sinceras. E caso alguém leia, por favor, me diga se chorou também. Hehe…
“O Caminho do Poço das Lágrimas”
Ainda dentro do foco espiritual, no “Caminho do Poço das Lágrimas” fazemos uma viagem na experiência pós-morte. Como seria o outro lado e qual o caminho temos de percorrer até chegar ao destino final (ou não) de nossas almas. Esse livro tem um diferencial bacana por ser o primeiro livro ilustrado de André Vianco, com arte de Lese Pierre, que dá um sentido mais lúdico na leitura. O livro também contou com um teaser que pode ser visto no You Yube: http://www.youtube.com/watch?v=TL3MAr6Vy3U Enfim, mesmo com tantas inovações o livro não deixa nada a desejar no seu enredo. Muitas vezes ele até parece uma espécie de conto de fantasia ou algo do gênero, mas isso é proposital. Segundo o autor, “A idéia para escrever O Caminho do Poço das Lágrimas nasceu de uma história
de ninar que eu inventei para as minhas filhas.” Quem gostar de ler “A Casa” também vai gostar desse livro, tenho certeza.
JOGO RÁPIDO: O ESTILO VIANCO E OUTROS AUTORES
Há quem diga que contar histórias de vampiros (e outros gêneros semelhantes) virou uma “modinha”. Títulos e mais títulos sobre o tema empilham-se nas vitrines das livrarias, e o assunto caiu no gosto popular do público adolescente. Que há um movimento comercial literário forte em cima desse mercado, ninguém pode negar. Mas será que todos os livros são iguais ou seguem o mesmo estilo? Fizemos uma espécie de brincadeira, comparando o estilo de André Vianco com outros autores do seu gênero. A idéia não é dizer quem é melhor ou pior, e sim destacar alguns pontos de semelhança (ou não) entre eles.

André Vianco VS Bram Stoker
Quem sou eu para dizer isso, mas pelo meu humilde entendimento do estilo de Vianco acho que posso afirmar que Stoker deve ter sido um de seus autores preferidos. Muita gente o conhece devido ao clássico do cinema, “Drácula” (1992), com nomes de peso como Winona Ryder, Keanu Reeves, Anthony Hopkins, Gary Oldman e direção de Francis Ford Coppola. O que poucos se dão conta é que já havia outro filme baseado em uma obra do autor, “Nosferatu” de 1922, um clássico do expressionismo alemão. Mas focando na literatura, Stoker é uma referencia obrigatória para quem gosta dos clássicos do terror e suspense. Os poderes dos Sete vampiros de Vianco foram baseados nos do próprio Conde Drácula. Todo o misticismo e poder dos vampiros anciões, seus costumes estranhos e a incapacidade de se adequarem aos costumes contemporâneos. Obviamente a linguagem é totalmente diferente, visto a época de vivência e a realidade distinta dos autores, mas creio que dentre todos os que serão mencionados aqui é com Stoker que Vianco possui o estilo mais parecido.
Nota: Recentemente foi lançada uma continuação de “Drácula” assinada pelo sobrinho-neto de Bram Stoker, Dacre Stoker, cujo título é “Drácula, O Morto Vivo”. Apesar de tê-lo, ainda não o li. Em breve teceremos maiores comentários.

André Vianco VS Anne Rice
Posso afirmar que nenhuma pessoa que eu conheça que se interessa pelo gênero não tenha passado por alguma obra de Anne Rice. O mundialmente famoso “Entrevista com o Vampiro” também teve sua versão cinematográfica e reuniu um elenco tão sedutor quanto os vampiros da autora: Brad Pitt, Tom Cruise e Antônio Bandeiras. Onde Rice e Vianco se cruzam e se separam? Ambos inventaram suas próprias origens para estas criaturas da noite, dando um sentido para sua existência. Outro ponto em comum é o uso da ambientação de um local bem conhecido. Enquanto André usa muito de São Paulo e do Rio Grande do Sul (lugares onde já morou) Anne nos leva à cada recanto de Paris e Nova Orleans. Acho que isso dá uma vida sem igual às histórias, pois criar uma ficção em um lugar que já conhecemos dá um atestado de certeza naquela criação, tornado-a quase que um relato real. A diferença entre eles é a própria natureza de suas criaturas. Os vampiros de Rice são romantizados, seres de uma raça muito distante do ser humano normal, com percepções diferentes de tudo a sua volta e uma sensibilidade frágil e assexuada. Enquanto que Vianco aproxima os vampiros dos mortais, dando a eles sentimentos e comportamentos mais humanos que o tempo todo se opõem à fera sanguinária interior. Anne Rice vai mais a fundo na psique destes seres imortais e Vianco tomba mais para o lado da intriga e da ação. Resumindo, são mais diferenças do que semelhanças, mas ambos não fogem muito do classicismo vampiresco (sem abrir mão de certas diferenciações pessoais).
Nota: Ouvi muitas notícias de que Anne Rice tornou-se evangélica e afirmou que não escreverá mais contos de horror. Já pode ser encontrado seu novo livro “Tempo dos Anjos” (olha os anjos novamente hehe) e pela sinopse parece ser repleto de reflexões morais e religiosas.

André Vianco VS Stephen King
Quem escreve contos de terror, horror e suspense há de conhecer obrigatoriamente Stephen King. E não digo isso como se fosse uma lei acadêmica. Não, é um fato consumado. Acho que nenhum outro escritor teve sua obra tão explorada como King. No cinema são inúmeras as adaptações de seus livros: “Colheita Maldita”, “Carrie, A Estranha”, “O Nevoeiro”… A lista é grande. Recentemente foi lançada a versão em quadrinhos de “A Torre Negra”, a maior e mais pretensiosa de suas obras. A fórmula do monstro que sai das sombras e nos ataca quando olhamos pra trás, as casas mal assombradas, as criaturas pegajosas e rastejantes saídas de nossos piores pesadelos, todas essas fórmulas clássicas vieram de Stephen King. Além do uso abusivo do suspense, onde o leitor é levado a imaginar mil teorias até desvendar o mistério da história. Esse é um recurso muito usado por Vianco, onde as verdades são reveladas nas últimas páginas. A veia paranormal também é algo em comum entre os autores: fantasmas, espíritos, e aparições estranhas. Inclusive, segundo disse o próprio André Vianco em seu blog, o novo livro “O Caso Laura” é uma espécie de “policial dark cheio de coisas estranhas e repleto de suspense”. Bem à moda Stephen King.

André Vianco VS Lisa Jane Smith
A história da saga “Diários do Vampiro” é um pouco pitoresca. Originalmente lançado em 1991 teve uma boa repercussão na época, nos EUA, sendo bem avaliado na crítica do The New York Times e ficando semanas bem colocado no ranking de best sellers. Mas nada que fosse de sucesso estrondoso, inclusive o 4º livro só saiu após muita pressão dos fãs. Não é segredo nenhum que os vampiros de Lisa Jane só caíram no gosto popular por aqui depois do “efeito Crepúsculo”. O enredo é bem batido, dois irmãos transformados em vampiros que disputam a mesma menina. Pelo pouco que pude ver, não tem nada do classicismo de Vianco. A única coisa em comum entre eles talvez seja o fato de seus vampiros terem toques próprios de cada autor. E só.
André Vianco VS “Vampiro A Máscara”
Ok, não é uma comparação com outro escritor, mas é algo que vale ser mencionado. Na década de 90 um livro em especial fez muito sucesso entre os jogadores de RPG (Roley Playing Game). Falo de “Vampiro A Máscara”, da editora americana White Wolf, traduzido e distribuído no Brasil através da Devir. RPG é um jogo de interpretação onde através de regras e rolagem de dados o jogador vivencia um personagem em alguma aventura. São diversos os tipos de cenário (ambientes onde ocorrem estas aventuras): Fantasia medieval, ciber punk, ficção Científica, antiguidade. No caso de “Vampiro A Máscara” a White Wolf desenvolveu seu estilo próprio, o Storytelling, geralmente focado em um mundo gótico. É semelhante ao nosso só que mais underground, onde as sombras escondem criaturas e monstros terríveis.
Enfim, muitos jogadores de Vampiro gostam de usar referencias literárias e cinematográficas em suas aventuras. Geralmente autores como Anne Rice são bem citados no meio, mas cada vez mais são feitas analogias as histórias de André Vianco. Eu mesmo pude perguntar ao autor em uma palestra se ele realmente fazia referência ao jogo em algum momento, e a resposta foi: “Já me perguntaram isso diversas vezes, não conheço este RPG, nunca li. Tenho até curiosidade de tanto que falam disso, mas minha inspiração vem mesmo dos contos clássicos.”
Há uma explicação então para tamanha semelhança entre as obras. O autor de “Vampiro A Máscara”, Mark Rein Hagen também é um ávido leitor dos clássicos vampirescos. As Disciplinas (poderes dos vampiros no jogo) são claramente baseadas nos poderes do Drácula Clássico (onde Vianco também se inspirou). Como leitor e jogador de RPG eu digo que realmente é muito divertido fazer comparações entre personagens dos livros e tentá-los enquadrar no cenário do jogo. Mas qualquer semelhança é mera coincidência.

André Vianco VS Stephenie Meyer
Foi proposital deixar esta comparação por último, hehe. E sei que muitos podem estar esperando que eu vá cair matando em cima de Edward, Bela, Jacob e Cia. Mas não, a questão é bem simples até. Os vampiros de Meyer não têm absolutamente nada a ver com os de Vianco, aliás, com os vampiros de nenhum outro autor! E não digo isso pelo discurso batido anti-Crepúsculo não. A própria autora já disse não gostar de vampiros como eles são (?) e que tem nojo dessa coisa do sangue e das mortes. Então, por que ela escreveu uma história de vampiros? Tem um vídeo do Felipe Neto que define bem isso (http://www.youtube.com/watch?v=2Lp7XO6oWCM), se você não levar a mal as gozações a teoria dele é totalmente plausível. Stephenie Meyer não escreve histórias de Vampiros, ela os usa como plano de fundo para seu próprio romance! Já Vianco e todos os outros autores anteriormente mencionados estão dentro de um mesmo grupo. Resumindo, em uma palestra aqui no Rio de Janeiro eu perguntei pessoalmente ao André o que ele achava da moda Crepúsculo na época. Ele pegou o microfone, olhou bem pra mim, sorriu e disse: “Olha, não vou criticar o trabalho dela não. Só digo uma coisa: os meus vampiros são de verdade.”
“O TURNO DA NOITE” – SERIADO DE TV
Como se já não bastasse uma bibliografia tão extensa para um autor de ficção e horror nacional, Vianco quer ir mais longe. Quem acompanha suas postagens pela rede já pôde perceber sua vontade em fazer algo voltado para o cinema. Parece que até existe um roteiro adaptado para “A Casa”, o que daria um ótimo filme (até se levarmos em consideração a abertura ao tema espiritual iniciado por “Nosso Lar”). Inclusive seu novo livro “O Caso Laura” é um roteiro de cinema adaptado para literatura, o que geralmente é o inverso. Mas é provável que vejamos alguma coisa do autor na TV, antes de uma longa metragem na telona.
Já foi gravado o piloto de “O Turno da Noite” para seriado de TV e atualmente encontra-se em fase de pós produção, já aguardando para gravar o 2º episódio. Existe até um teaser rolando pela rede, mostrando o caçador Dimitri “socializando” com alguns noturnos. http://www.youtube.com/watch?v=25tTI8RE23U
A Direção é do próprio Vianco, ou seja, uma adaptação mais fiel impossível. Aliás, o próprio decidiu bancar essa produção, por falta de maiores investidores interessados. Em depoimento para o “Papo na Estante” do site O Nerd Escritor, Vianco justifica: “Foi assim com meus livros. No início ninguém acreditou muito, mas eu apostei. Eu acreditava no potencial daquilo que estava fazendo. E assim será com o seriado.”
É possível ver algumas fotos do set e outras imagens no blog do autor. Ao que parece o trabalho realmente é de grande qualidade, os personagens estão bem caracterizados, a maquiagem é muito bem feita e sangue é o que não vai faltar! Após gravado o piloto começa a fase pós-produção, onde é feita a edição dos efeitos especiais e tudo o mais. A expectativa é de que alguma emissora compre a idéia, agilizando assim o processo de produção. Agora só nos resta esperar o resultado deste trabalho inicial.
Nota: Noticias sobre a produção do seriado de OTN são publicadas no blog do autor. Recentemente ele anunciou que além do seriado, o OTN também vai virar HQ! A arte ficará por conta do artista Denilson Santtos.

Ele não pensa em parar!
CONCLUSÃO E REFERÊNCIAS
Enfim, creio podermos afirmar que André Vianco é um dos escritores de ficção nacional mais bem sucedidos do mercado. Possivelmente não realizado plenamente, já que não para de produzir em um só momento. Mas um profissional que já se tornou referencia para outros jovens escritores, que assim como ele pretendem apostar nos seus sonhos, no seu trabalho. São centenas de fãs por todo o Brasil, milhares de exemplares de seus livros sendo vendidos, e agora com novos projetos cinematográficos tudo indica que Vianco não vai parar tão cedo! Afinal, como diz no título de seu blog: “Meu negócio é criar um mundo atrás do outro”.
Agradecimentos mais que especiais a Nathasha Moraes Ferreira, por me indicar este excelente autor e colaborar na produção desta matéria.
Algumas referências e links legais para quem gostou da matéria, e que também ajudaram na sua construção:
- Site Oficial do André Vianco: http://www.andrevianco.net/
- Blog do André Vianco: http://blogdovianco.com/
- Teaser Trailer “O Turno da Noite”: http://www.youtube.com/watch?v=25tTI8RE23U
- Trailer “O Caminho do Poço das Lágrimas”: http://www.youtube.com/watch?v=TL3MAr6Vy3U
- O Nerd Escritor (blog literário): http://www.onerdescritor.com.br/
- Site do artista Denilson Santtos: http://www.santtos.com.br/



















20 Comentários
Thiago parabéns pela matéria incrível e bem escrita. É bem interessante e está completinha para quem não conhece.
Para mim foi ótimo que chamou atenção para às obras dele, vou dar uma olhada assim que puder.
Obrigado, Mah! Realmente deu um trabalhão, mas foi muito divertido fazer esta matéria! Sei que ficou bem longa, mas o conteúdo extenso mesmo. Mas tenho certeza que quem curte o autor ou se interessa pelo tema vai gostar. Obrigado! ^^
Achei a matéria positivamente extensa. Ficou bem completa e me deu uma vontade incrível de começar a ler os livros assim que possível. Parabéns pela redação e pelo trabalho, que mostrou claramente sua paixão =)
Thiago Almeida, como sempre, dedicado no que faz. Uma matéria rica em informações que com certeza deu trabalho pra juntar e organizar, escrita de maneira simples e objetiva instigando o leitor a querer ler as obras e renovando as esperanças pra quem (como eu) achava que os contos sobre vampiros não tinham mais salvação.
Você é o cara.
Ahuahua… que bom que a matéria pode manter sua crença de que contos de qualidade ainda existem ^^
Excelente matéria, também acho que você é cara. Só faço um adendo ao tamanho da matéria, infelizmente poucos leitores se dispõe a ler uma matéria tão extensa no computador, talvez ela seja a ideal para uma matéria impressa
Pois é, Osvaldo. Realmente o formato é bem de impresso. Dificil fazer algo longo para formato de blog. Mas a idéia era fazer uma matéria bem especial, bem encorpada mesmo. Que bom que não ficou cansativo, mesmo que longa! Obrigado pelo comentário!
Muito bom mesmo,tudo MUITO bem detalhado,livro por livro e adorei a parte da comparação dos estilos,adorei,Parabéns guri
Excelente texto, muito bem escrito. Tenho bastante vontade de ler os livros do Vianco também, e vou logo caçar as obras dele.
Parabéns pelo post.